domingo, 13 de março de 2016

JESUS CRISTO - JUIZ VACILÃO?


Jesus Cristo, O juiz vacilão?



Para começar, gostaria de esclarecer que o título somente foi dado para o fim de gerar espanto e interesse de leitura.

De outro modo, como respeito todos os estudiosos e seus conceitos sobre a figura do Cristo, mas quero me focar exclusivamente no aspecto juízo maior, que a todos atinge.

Portanto, meu interesse agora, é respeitar inclusive quem se opõe ao Cristo, quem nele não acredita, quem revela outras verdades que as defendidas pelas Igrejas Cristãs, para me centrar na ideia central do livro de regras comuns de julgamento (aliás presente nas demais religiões não cristãs, mas me foco somente na Bíblia para este fim), e, dele retirar conceitos que foram deturpados buscando a correção de valores sociais comuns para o devido conceito de sentido de julgar.

O Cristo em diversos pontos de suas prédicas passa a ideia de que julgará sem parcimônia e perdoará pura e simplesmente as faltas cometidas em toda uma vida, por um único ato de arrependimento e pedido de perdão.

Parece que culpa, arrependimento e perdão, estão associados de modo a retirar aspecto fundamental da relação do erro em relação aos seus efeitos.

Quando eu estava fazendo um curso de Doutorado, um colega me disse, olhe, o Cristo que conheço ao final perdoará tudo, então posso cometer os erros que quiser, que, antes do fim, pedindo perdão, tudo estará resolvido.

Muitas religiões apontam a necessidade de recuperar perante os efeitos a falta cometida, o que, por ocasião da falsa ideia da interpretação distorcida da lei ditada pelo Cristo faz com que estes efeitos não tenham relevância diante do perdão.

Não é o que o Cristo aponta em seu ministério, por exemplo, no episódio do filho pródigo, algumas consequências relevantes não são exploradas, como o efeito de que o erro foi perdoado, mas seus efeitos não estão sendo absolvidos.

O filho pensa que o pai (juiz) estaria sendo injusto, mas se conforma com a justificativa deste, o que, na prática significa dizer que o filho mais velho com a morte do pai, será o patrão do filho mais novo, como efeito imediato da regra do direito de sucessão estabelecida na sentença – “tudo que é meu é seu”. Igualmente, o pai não disse que o filho não seria empregado, mas que voltou a condição de filho, cuja restrição de direito patrimonial não está escrita.

Assim, não é que o Cristo, recompõe a herança à rediscussão da divisão do patrimônio, ou administração em caso de sucessão. Não é o que conta, mas o que está em jogo, é a tolerância ao convívio, a aceitação de que os vínculos familiares estreitos importam mais do que a divisão do patrimônio.

As regras do direito de família, importam em valores que, por vezes não importam em valores financeiros, o que está muito claro na divisão ditada pelo pai juiz. Neste sentir, o do direito de família, o que o pai pretende é dar o sentido de pertença ao grupo familiar mesmo após seu falecimento, porque isto não revogado com a antecipação da legítima, posto que ninguém deixa de ser filho porque os pais lhe anteciparam em vida o direito de herança, o que não volta atrás são as consequências materiais desta antecipação.

Em outras oportunidades, o Cristo juiz aponta para critérios de severidade no julgamento daqueles que estão desviados do caminho, como as pessoas que desviam do caminho os pequeninos, cuja sentença é a morte; quando as pessoas fazem da Igreja usurpação, com surra em praça pública. Etc.

De modo que, tirar Jesus Cristo para vacilão ou otário, é fazer interpretação equivocada ou desviada da real intenção e resultados práticos das ordens emanadas de seus ensinamentos.

Mas o que isto importa para o momento: por duas razões – a primeira, se refere ao momento de quaresma, e, necessidade de auto reflexão, e, a segunda, diz respeito ao fato de que no Brasil, estamos vivendo momentos de julgamentos públicos como ocorreu na época do Cristo.

A tônica do julgamento do Cristo foi o envolvimento do juízo e população em práticas de injustiça, ao ponto de permitir que Barrabás fosse solto para o Cristo ser preso.

A população de hoje discute que ladrões amigos do povo estão merecendo perdão, e, pessoas com boas propostas sequer são ouvidas, o que demonstra terem se passados dois mil anos, e, a humanidade, neste particular em nada evoluiu.

Até quando será que hordas darão ao restante da humanidade o que fazer? Penso que devemos, pelo mesmo critério de sentido de alcance de justiça, da primeira preocupação ventilada pelos ensinamentos do Cristo, que observar doía dados relevantes.

Estaremos impunes no caso de ladrões se ocuparem de nosso patrimônio comum, espoliando de nossa geração e gerações vindouras de critérios de julgamento mais veementes e condenatórios.

Por esta linha de raciocínio quando nos omitimos de nossa responsabilidade de zelar por nossa Igreja pessoal , nosso maior bem, nossa vida, deixando ser espoliado, e, quando deixamos que as gerações futuras deixem de ter o futuro a que têm direito, acabamos por agir de acordo com os critérios de condenação ditados pelo Cristo, por conta de omissão dolosa quanto ao pequeninos, e, falta de critério na administração dos talentos, cujas consequências são igualmente funestas.

Desta forma, você que se omite, e, acha que política e políticos falsos sempre existirão e você não é pessoalmente responsável, está redondamente enganado, porque seu julgamento, adotando os critérios do Cristo serão de inevitável condenação, então acorde, reaja e defenda o que é seu e das gerações vindouras, no mínimo para não ser condenado ao final de sua vida, senão o vacilão será você.

Brasil, 13 de março de 2016

Hélio Barreto dos Santos Filho



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